Eu me dou 15 minutos pra escrever tudo o que me vem na cabeça nesse momento:
o sentimento verdadeiro:
Semana 1 – putaquepariu, então o riquinho bobo ficou com ela?? ou só investiu pesado (e com certeza fundado em alguma receptividade)??
Semana 2 – a pessoa some
Semana 3 – a pessoa some; a pessoa não responde minhas mensagens sem um delay de pelo menos uns 2 dias; descubro que a pessoa me bloqueou no msn ou me excluiu, de duas uma; a pessoa foi numa festa em que eu insisti pra ela ir achando, na verdade, que ela odiaria, e ela adora e ainda vem com uma foto de um tal “Thiago Tender”; a pessoa não fica off quando entra o rico-burro e, possivelmente, fica conversando com ele até a alta madrugada.
O que tanto me incomoda: putaquepariu, tudo começou com uma boa proposta, uma boa oportunidade de eu finalmente engatar no campo amoroso, firmando um relacionamento com uma pessoa, bonita, boa de corpo, inteligente, que sabe ser divertida (em alguns momentos, é verdade), mas absurdamente parecida comigo. Pô, tinha tanta coisa a ver e a família dela é um doce (até onde eu conheço). Mais, era o tipo de mulher certa pra me fazer engatar e subir na vida, tal qual a Michelle Pfeier pro Tony Montana. Era o golpe perfeito: o emergente que casa com a quatrocentona e vai trabalhar e produzir como um jegue pra manter um padrão de vida da alta.
O contra-argumento: Não é a primeira vez em q vc peleja pra falar com ela e não consegue. Quando ela tá fora de casa, é a mesma coisa. Agora, na casa dos pais, faz ainda mais sentido a incomunicabilidade, já que ela pode ta com os pais ou revendo amigos de escola. Ter gostado da festa (i n t e r m e d) não significa que ela deu pa carai ou ficou com meio mundo lá. Nem que ela despirocou de vez. Nem que ela me esqueceu completamente, nada disso… A exclusão do msn é um caso sério a ser passado a limpo, mas pode ter sido ocasional. Eu mantinha só meu primeiro nome lá e isso pode ter sido fatal….
Quanto ao meu medo da perda ou da repetição da falha da tentativa de engatar um namoro, só posso dizer, de um ponto-de-vista racional, que ele tem seus fundamentos mas parece infundado. Não é possível que ela tenha despirocado e pelo jeito dela e pela manifestai ndisposição a relacionamentos (q acho esconde uma grande disposição, se ela for – como parece – assemelhada a mim), a coisa não engatou num final de semana. ou seja, ainda não perdi a corrida.
Mas isso é algo a ser trabalhado. Embora meus problemas com as mulheres me aproximem muito do tal Mersault, eu não posso ficar nessa dependência ou vinculado a isso. Falhas, investidas frustradas são coisas absolutamente naurais e que estão dentro da margem do sistema. Embora o desejo por um relacionamento 100% perfeito seja compreensível, até em função da inexperiência, isso é uma coisa que não vai acontecer. Eu mesmo vivo dizendo que a perfeição não é humana, não posso ser incoerente nesse aspecto, por mais que seja duro e triste. A minha redenção nesse campo não vai acontecer de um modo mágico e místico. Então, eu preciso me conformar e agir mais como um jogador do que como uma criança que olha atônita para o espetáculo. E saber aceitar que “amores são como aves de verão” e que se eu não tentar conhecer mais gente, naum vou ter experiências que me serão necessárias um dia. Ademais, essa batalha só termina com a morte e essa ta longe. Ainda que outro relacionamento comece, a gente pode sempre sabotar ou esperar pra ficar com a sobra quando tudo quebra. Agora, ficar falando sem parar, ficar puto, perder o sono, ficar mal humorado, se desarranjar por completo por causa disso, ah, nada vale a pena. Primeiro por que não ajuda em nada, não melhora nada. Eu não tenho o dom de mudar mentes que porventura se aguçasse com esse auto-flagelo. Além de tudo, em segundo lugar, porque me fragiliza e me irrita profundamente, alterando um equilíbrio que já é dos mais delicados. E isso, eu não mereço. Finalmente, num terceiro ponto, pq como bem disse a marlene, naum valeria a pena: eu preciso conhecer pessoas e me relacionar pra me sentir melhor e pra ser feliz, naum pra me destruir. O custo seria maior que o benefício. E outra, cá entre nós, seria doentio.
Então, pra concluir essa merda, vamos tentar relaxar e sermos mais frios. Se não melhora em nada o desespero, nao adianta nada embarcar nele. O melhor é manter a cabeça no lugar e se focar no que interessa, nas grandes prioridades. Esse fogo dela em festas vai se curar logo, logo. E aí, na crise, quem liga sou eu. No fds dela gripada, quem vai estar na casa dos avós sou eu. O ombro em que ela vai dormir sera o meu. Deixa estar, deixa estar. Mas ao lado disso, é imperioso que eu não abandone meus planos de baladar aqui em sp e de começar a ficar a esmo nas festas. Isso vai de dar know-how e a segurança que eu preciso, até pra dar um bote certeiro no alvo final. E olhe que esse caminho de mais festas dela só a faz coincidir com a minha trajetória, o que, em tese, me faz mais próximo ainda dela. Olha q beleza, até q a situação não está tão mal assim!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Uma palavra: calma – outra: frieza – e vamo que vamo
Devo ter pego uns 20 min, mas valeu a pena