Tanta coisa se passou desde o último post.
Um amor veio degringolando, degringolando, e morreu para, muito recentemente, dar ainda um suspiro na forma doentia do ciúme.
Um outro surgiu, meio que por interesse, meio porque evoluindo de muita admiração. Mas, igualmente, teve destino trágico, se não tragicômico. E também vai morrendo, levando consigo uma amizade rápida e a chance de, por um deslize imperdoável, eu vir a sofrer no futuro, por ter confiado demais (ou por querer muito que os outros descubram o que está oculto).
Começou a terapia, começou o Espiritismo.
Veio morar comigo a srta. 1. Saíram outros dois. Agora chega uma tal srta. 4.
No meio disso tudo, meu chapa no trabalho saiu, sairá agora quem me colocou no lugar. O ofício se tornou inevitável, mas eu recusei uma chance concreta e até segura de sair dele.
E esse é o tema.
Abandonei a chance porque tenho medo de mudanças, de piorar a situação em que já me encontro.
Fi-lo essencialmente por isso, por considerar que exercer uma j0rnada dupla em junho não tinha muito sentido. Seria manter um esforço exagerado que simplesmente bastaria para me garantir como assistente por mais dois meses (junho e julho).
E, de quebra, tomei mais uma decisão: dou o aviso prévio em 15/09, inexoravelmente. Espero, em 15/10, estar no cartório, tirando minhas férias, que se prolongarão até 14/05/10, possivelmente, data em que pedirei a exoneração.
Pesa-me a falta de lealdade com a M., a inconstância, o paradoxo de reclamar e não apoveitar uma chance, ter usado minha avó como desculpa.
Sustentam-me a doce ideia de ter acionado uma contagem regressiva breve, que será sobremaneira dificil no primeiro e no último meses mas suportável nos dois outros. A percepção de que antevejo o término da minha jornada aqui na capital, de que outra vez eu começo uma fase nova, muito em breve. Fase de transição, de consolidação, que me atrai.
De outro lado, pensar que eu vou poder focar minha atenção fora do gabinete pras minhas coisas também é relevante. O mesmo se diga dos gatos no trabalho. Pensar em que eu não preciso suar demais a camisa, que eu não preciso me esforçar pra aprender. Que eu terei férias (!!) de meses de duração, remuneradas com acréscimo de um terço.
Me sinto mal por M., que encerrou dizendo que precisa de alguém que goste dela, coisa que eu bem faço. Mas minha relação com ela era de uma conexão e de uma companhia subserviente com prazer, o que era prejudicial pros meus estudos, embora muito gratificante.
Rogarei por ela, de coração, assim como espero ter forças pra suportar meu conflito com meu Chefe.
E espero ter tomado a decisão correta.
Oxalá tenha sido assim.
Afetuosos abraços deste ausente mas não morto,
Medina.