fria

Numa fria noite de outono, já madrugada, sei q o objeto das minhas más intenções tem um rolinho em sp.

De fato, percebo q minhas frustrações são mínimas, menores, pq os desejos são igualmente menores.

Tombei com a Loira, tombei com a morena, a quem furtivamente encontrei hoje na rodoviária. Ela é de família simples, ms se veste bem – e a do aparente namorado, muito bem alinhada.

Achei q N mostrava interesse, esnobei, soube q ela procurava outro, me frustrei, tive o ego um pouco abalado.  Hj, a japa, japa q me tem despertado.

Não lamento sentir pequenos tombos. Lamento não interiorizar que o mundo é feito de imanências, que quase nada nesse campo tem permanências, que ficar nada significa, que um rolo não é nada, que um beijo e um amasso não tem implicações além deles mesmos.

A razão desse pensar é complexa: inexperiência, supervalorização, temor, receio, eu não sei. O fato é que fujo quando o circo aperta, e, de longe, devaneio até encontrar a queda. Caído ao chão, sinto mais uma vez o gosto do meu sangue miscigenado ao asfalto e sei que mais uma vez minhas fantasias idealizadas não se realizaram. O bálsamo e o diabo é que isso é menos impactante por estas bandas. Mas meu regresso à cidade não tarda nem um pouco, justo no fds do dia dos namorados. E o incômodo, esse sim, não me abandonará.

Até lá, sigo.

Medina, C.

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