Por que cargas d’água….

Janeiro 23, 2008

Eu não queria, digo de coração, eu não queria.

Eu tentei, sou sincero convosco, mas nessa eu falhei…

Isso me mostra, contudo, a indecisão típica dos homens.

Ontem à noite, reclamava da falta de sentido da vida, do desânimo para prosseguir na peleja diária.

Hoje à tarde, ainda no trabalho, encontrei uma certa interlocutora no msn e a conversa evoluiu bem, muito bem, tanto que fiquei até as 19:30. Quando a vi, uma grande alegria me bateu e eu me diverti com ela, de verdade. Embora nunca tenha mentido, o “adorei falar com vc” foi muitíssimo sincero.

Eu tentei, já disse, não queria que acontecesse. Queria desfrutar e levar a coisa sem preocupações. Contudo, falhei, e a prova cabal disso é a tal alegria que me preencheu um vazio sem fim quando falei hoje à tarde, espantando todo o desapego e a tristeza que me abatiam.

Por que cargas d’água eu fui me apaixonar de novo?

Volto ao ponto da indecisão – estava triste porque não via perspectiva – fiquei feliz com a conversa da interlocutora – agora volto a ficar triste de medo de não dar certo e me ferir de novo. Mas agora, escrevendo aqui, percebo o meu erro: essa vida foi feita de tentativas e sem elas não há acerto. É bem verdade que a sorte não passa selada na nossa frente mais de uma vez, mas já passou uma e duas, quem sabe não passa uma terceira?? Por isso, mesmo que nessa passagem eu não consiga alcançar a alça da sela, é melhor estudar bem o cavalo e ir chegando perto. Porque as trilhas pelas quais caminha a tal sorte sõa inteiramente desconhecidas e, quiçá, no futuro estarei eu mais perto dela?? Isso me faz lembrar que todo aprendizado é válido. E embora o carinho e a cabeça da caríssima Interlocutora não sejam encontrado por aí em abundância, ao menos com ela garanto uma amizade confidente e “treino” pros futuros desafios que possivelmente triharemos nesse ano. Mas a par disso, em seguimento estrito às leis da atração, vamos nos concentrar no nosso foco:

INTERLOCUTORA, my fairy lady who stands on the walls, life is short and wait is long. The stars, away, dim with the dawn, my fairy lady who stands on the walls. Por isso, venha logo me visitar que nós fomos feitos caminhar juntos por essas paragens. Mas vem logo que eu tô com saudades…

Piegas e revelador, mas verdadeiro.

Abraços,

Medina


E agora, José? parte III

Janeiro 19, 2008

Camaradas,

Desde a última escrita nesse blog muita coisa aconteceu. Tudo começou com conversas mal engatadas, que não me levariam a lugar algum. Dopo, umas bem acertadas e uma informação: “sexta estou aí. Saímos?”. Claro.

Mas aí que vem a surpresa: um dia antes “estou na cidade!! Fala comigo….” Vixe, nem preciso dizer que os planejamentos tiveram de ser adiantados e a burra gemeu pra parir as libras. Não, mentira, tenho que agradecer essa adiantada que me fez ampliar o visu com estilo (e preço). Aliás, mais uma vez vejo que a pandurice não tem porque continuar: dá pra gastar medianamente e fazer um puta efeito.

O fato é que a quinta pode se resumir em três atos:

1ª surpresa: ela chegou mais cedo

1º tormento: arrumar tudo a tempo – aí cometi o erro mais banal: contei a terceiros o ques se passava. Como eu ainda insisto nisso, depois de tanto tempo se ferrando??

2ª Surpresa: ela já está no ônibus a caminho de casa

2º tormento: bem, na verdade, graças ao pasalix, não passou de um calor grande que se acalmou depois de 12 horas de sono initerrupto. Relaxantes, aliás.

Hoje acordei com uma só idéia: dizer que ela é fantástica, tem muitas das qualidades que eu procuro, tem muitas coisas em que se parece comigo = tenho uma grande empatia por ela.  O que quer que vá daí derivar, não me importa mais, nesse momento (00:10), mas vai depender de muita conversa e muito tempo junto. Pena é que nesse fds não vai ser, nem no próximo (exame à vista), nem no terceiro – carnaval. No quarto, é véspera do início das aulas. Em resumo, já era!!!!!

Mais uma vez, o resultado da brincadeira se resume na expressão do Fantasia “Tiro n’águaaaaa”. Há uma saída? Remota. Em primeiro lugar, preciso engatar melhor os assuntos do msn e parecer mais agradável de se conversar, coisa que eu não estou sabendo levar de jeio nenhum. Mesmo que isso dê um fruto sequer, como eu já previra, a mudança de ambientes vai querer fazer ela mudar e não há como competir contra compatibilidades e contatos duradouros e diários.  Em suma, o fruto não vai se perpetuar.

O saldo de agora:

- poder confiar nos amigos não tem preço. Poder confidenciar o que se passa sem receios de qualquer ordem é algo imprescindível e inigualável. Li hoje que todos precisam de alguém assim num raio de no máximo 100 km.

- inteligência não acompanha a bondade de coração e a delicadeza, ou, mesmo, a educação. Ah, isso é mais uma constatação. uahuhauuahauhhau

- voltamos à estaca zero com um componente negativo – um furo latente!! De qualquer modo, dessa vez eu me recuso a acreditar que ela somente foi “legal” e eu interpretei errado. Não havia porque ser assim, tão solícita e atenciosa, com um completo estranho, nem tão incisiva na fofura das mensagens, em como era bom falar comigo, em como seria legal se eu estivesse na net depois. Forçei a barra com um negócio do comovocêgostadeserchamada, me fudi, ao que parece, mas esse foi um erro de menor monta. O ponto – e essa foi a idéia que dominou minha manhã – é que ela não sabe o que quer, está acelerando além do que ela mesma aguenta. Embora remanesça agora a “doença da tia”, a súbita mensagem – estou aqui – a rápida viagem, a certeza da véspera sobre se ver e sair, tudo me indica um conflito sério sobre o que se quer. E aí, o ponto que me deixa p., a minha chateação em não ter sido avisado. Eu só queria isso. Meu gênio acanhado e meus freios de controle bem desenvolvidos jamais me permitiriam chutar o pau da barraca ou exigir explicações, mesmo porque não havia porque fazê-lo – eu não tenho um direito sobre a pessoa e a vida alheias. Mas só queria ser avisado e não ia, de jeito nenhum ficar puto e fazer escândalo. O que mais tenho com as pesoas – e elas não têm comigo – é paciência e compreensão. Cada um tem de andar na sua velocidade, é o melô do tímido. E isso é o que eu penso. Se ela não sabe o que quer, não precisa se preocupar. Vamos devagar, eu prefiro assim.  Vamos até onde for possível, até onde o negócio caminhar. Nem um passo a mais, nem um a menos. Mas era só isso o que eu queria que ela entendesse. Mas preciso de muita conversa via msn pra retornar nesse ponto. Talvez eu começe numa dessas dizendo desculpar por ter ligado atrás de seu telefone, mas acho que ela correu o risco : quem mandou a mim avisá-la??? Ela própria!! Então, suporte as csq!! Mas isso já fica pra outra estória.

Abraços afetuosos de quem passou a quinta-feira a base de medicamentos (não, quase isso)

KKMedina + um recheado copo de Vodca