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	<title>O Balanço</title>
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	<description>Comentários gerais, insandices e bobagens de todo o gênero.</description>
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		<title>O Balanço</title>
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		<title>A onda que não cessa</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 21:41:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Medina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de voltar da sessão de &#8220;A onda&#8221; (Die Welle), que aguardava com ansiedade.
A filmagem tem seu mérito por atualizar a adaptar uma história da Califórnia dos anos 1960 para a Alemanha moderna.
O que mais me intrigou e instigou no filme, contudo, é que esse &#8220;experimento&#8221; de fato ocorreu. Em duas semanas, um professor, com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=88&subd=obalanco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Acabo de voltar da sessão de &#8220;A onda&#8221; (Die Welle), que aguardava com ansiedade.</p>
<p>A filmagem tem seu mérito por atualizar a adaptar uma história da Califórnia dos anos 1960 para a Alemanha moderna.</p>
<p>O que mais me intrigou e instigou no filme, contudo, é que esse &#8220;experimento&#8221; de fato ocorreu. Em duas semanas, um professor, com puro efeito pedagógico, tencionando ensinar como era possível a constituição de uma ditadura de molde fascista, criou-a de fato.</p>
<p>Tudo isso é uma clara demonstração de como a sombra dos totalitarismos nos rodeia a cada dia, assim como nos circundou no passado e, acredito, continuará a espreitar no futuro. Tudo como as vagas, que vão e vem, para novamente tornar a vir e voltar.</p>
<p>O próprio filme aponta algumas das condições necessárias ao desenvolvimento desses grupos: insatisfação social e sentimento de injustiça,  que se traduzem na sede por mudança.</p>
<p>Esses dois fatores, que podem concretamente se ligar a uma série de outros, tal como o desemprego, a exploração, a miséria e a ideia de que há um &#8220;inimigo comum&#8221; (Irã, Venezuela), no campo político, ou, no caso específico dos jovens que o filme retrata, problemas familiares (Karo e Tim), a inexistência de um objetivo de vida (Jens), que passa ser a comunhão ou o líder, a exitação diante da união, que soprepõe raças (Sinan) e classes (Lisa) e seus benefícios (a interação, a mútua proteção), em contraponto com uma certa sensação de superioridade sobre os não inciados, que se traduz em segregação (as restrições ao acesso de determinados portões).</p>
<p>E esse quadro peculiar é, ao que me parece, válido para qualquer tipo de associação, de grupamento. A sensação de pertencer a um grupo, de encontrar semelhantes, de encontrar apoio nos outros, de fazer parte de um todo maior foi, para mim, inebriante.</p>
<p>Experenciei parte disso em um grupo de jovens, em que o ingresso era secreto e cujos benefícios dentro e fora da cidade são realmente impressionantes.</p>
<p>Mas quantos não o experimentam nas religiões e seitas?</p>
<p>E esse quadro também  me parece aplicável aos partidos políticos, mesmo aos partidos acadêmicos, que controlam publicações, próprias ou institucionais (dos Centros e Diretório cujo poder ocupam), onde ronda uma névoa de intolerância e aversão a ideias estranhas às veiculadas por eles.</p>
<p>Sempre que, ligados a um grupo, rejeitarmos o outro, penso que caminharemos a passos largos ao autoritarismo.</p>
<p>Por tudo isso, a grande vantagem do filme é colocar em pauta um tema da ídole humana: nossa suscetibilidade a totalitarismos e a líderes que nos disciplinem, unam e uniformizem. Nos convertam de seres isolados e que apontam para direções diversas para uma massa, única e unidirecionada, que se espalha e expande, soçobrando os que se opõe, quer à nossa orientação, quer se recusem a nos integrar.</p>
<p>Por que isso? Precisamos de dominação, de alguém que nos diga o que fazer? Não sei.</p>
<p>Recomendo: http://www.espacoacademico.com.br/065/65lima.htm</p>
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		<title>Sentimentos fortes</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 03:44:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Medina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de assistir ao filme &#8220;Má educação&#8221; e sou levado, nesse momento, contemplar os sentimentos fortes da paixão e do desejo.
Não disponho de suficiente conhecimento ou experimentação para separá-los e confrontá-los com rigor, mas, ao que me parece, a paixão talvez seja mais ampla e genérica, referente a um querer sem limites e que traz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=85&subd=obalanco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Acabo de assistir ao filme &#8220;Má educação&#8221; e sou levado, nesse momento, contemplar os sentimentos fortes da paixão e do desejo.<br />
Não disponho de suficiente conhecimento ou experimentação para separá-los e confrontá-los com rigor, mas, ao que me parece, a paixão talvez seja mais ampla e genérica, referente a um querer sem limites e que traz em si um viés de sufocação, de aprisionamento, de subjugação do outro. Esclareço-me: o que se apaixona quer ao outro integralmente, completamente, em todos os campos em que tal seja possível. Até a atenção a terceiros pode ser motivo pra insatisfação, pra luta renhida.<br />
O desejo é mais específico. Penso &#8211; com a displicênica dos que creem estar a errar &#8211; que ele se reporta ao querer de aspecto carnal, ao querer no que pertine  à  satisfação da libido.<br />
A despeito de meus equívocos conceituais, estou certo de que me faço entender.<br />
São ambos sentimentos fortes, memoráveis e admiráveis. São forças motrizes das mais básicas, das mais elementares ou, como preferem alguns, das mais primordiais. Mostram-se por meio de impulsos que não nasceram para ser controlados. Conduzem-nos a ações que pareceriam irrefletidas, se fossem analisadas racionalmente. Mas não, eles não integram o campo do racional. Ao contrário! Desejos e paixões não conhecem os limites do racional. Não se submetem às fronteiras e barreiras em que, depois de dissecar e catalogar, encerramos, como se estivessem em caixas, os sentimentos e conceitos que julgamos racionalizados.<br />
Desejos e paixões remetem à liberdade. Pertencem à natureza. Têm a amplitude de um oceano, a intempestividade da tormente e a fúria do tornado, embora possam se manifestar, enquanto latentes, com a leveza da brisa.<br />
São estes sentimentos, como a fome, a inveja ou a fúria, que nos remetem ao que há de mais natural e primitivo. Remetem aos homens que vagavam pelos campos ainda inexplorados, sem fronteiras, civilizações ou cidades. Remetem à liberdade que antecedeu a Era Glacial, que antecedeu as cavernas. Remetem ao que há de mais gutural em nós, e, exatamente por isso, ao que há de mais animalesco. Não por outro motivo que o cheiro e o gosto do objeto do desejo têm tanta importância. E os olhos e a face de quem se vê arrebatado pelo tesão, ou mesmo os sons &#8211; guturais &#8211; que produzimos na transa e, especialmente, no orgasmo isso bem provam.</p>
<p>Enfim, queria tornar ao começo, remetendo ao filme e como seus personagens poderiam servir para sustentar a diferença proposta entre paixão e desejo. Mas agora já me parece que era tudo misturado. Nem a mim convenço da distinção. Pouco importa. Eu sabia que podia estar errado quando me aventurei na escrita. O mais importante é que eu tenho me descoberto animado, desejoso. Hoje estive a ponto de sair, e amanhã é certo. Estou disposto a recuperar o tempo perdido. E vou fazê-lo.</p>
<p>Sinto-me como Scarface. O mundo é meu.</p>
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		<title>Pelos pequenos Campos e Vales</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 02:50:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Medina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Aniversário de A. Fomos os cinco: B, D, G, L. Bebi e comi de graça, o suficiente pra considerar que valeu a pena.
D me encheu o saco, muito. Continua naquele ritmo. Na ida, só patada, dela e do betinho. Na volta, ele foi motorista e nós no banco de trás. Um atrapalhando o outro a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=80&subd=obalanco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Aniversário de A. Fomos os cinco: B, D, G, L. Bebi e comi de graça, o suficiente pra considerar que valeu a pena.<br />
D me encheu o saco, muito. Continua naquele ritmo. Na ida, só patada, dela e do betinho. Na volta, ele foi motorista e nós no banco de trás. Um atrapalhando o outro a se deitar no banco. Depois a coisa deu uma serenada: ela veio deitada no meu colo, nós três cantando modas, braços entrelaçados.<br />
No Burger, mesma coisa. Em casa, serenou. Voltaram as patadas.<br />
Dormimos lado a lado e eu ainda acaricie seus cabelos até ela dormir.<br />
Estive excitado, o tempo todo. Me controlei, obviamente. Mas queria estar perto, sentir a mão entrelaçada à minha. Me controlei pelo menos nesse ponto e me arrependi bem cedo do carinho e da atenção.<br />
Se é isso que ela quer dizer com morder e assoprar, lamentavelmente quem mordeu a isca fui eu. Se é pra tratá-la apenas como uma amiga, e me parece que é isso que eu quero, não posso ir atrás dela, dar atenção. A iniciativa para o contato não pode ser minha, mas, uma vez que ela venha, posso corresponder. Acho que aí as coisas atingem um bom termo: eu não a procuro, mas se ela vem, honro a amizade e dou atenção, como daria a L, AH, F, M e mesmo a G ou P.<br />
Quando D e B dão pra me dar patadas e tiradas, me enchem o saco. E isso começa a me incomodar. Se bem sei o resultado, será afastamento. Veremos como me comporto.<br />
Em protesto, anoto que me espremi na cama para que ela pudesse dormir, abraçada ao travesseiro e pegando toda a coberta. Não podia ficar muito perto, caso contrário minha ereção levaria a uma explosão. Me comprimi, passei horas sem dormir, ouvindo roncos e suspiros e gemidos e tremidas alheios até que desencanei e permiti-me roncar. Eles ainda reclamaram, muito, do meu ronquinho.<br />
Numa dessas, ele me disse que eu era bobo e se &#8220;fechasse o olho&#8221; e desse abertura pra uma experiência bissexual, veria que é tudo a mesma coisa. D prontamente concordou.<br />
Eu fiquei com isso entalado: quem eles pensam que são pra saber do que eu gosto, quais as minhas preferências e o quê eu devia experimentar. Muito me admira, aliás, essa dúvida de B sobre se eu sou mesmo heterossexual. Fiquei entalado, puto mesmo. Depois, fui mexer com ele e acabei dizendo, com &#8220;hum-hum&#8221; que nós gostávamos de coisas diferentes, ao que ele ficou bravo, bem bravinho, disse que gostávamos das mesmas coisas e ponto final. Eu comecei brincando e o negócio terminou assim. Fiquei meio encabulado e fui dormir.<br />
Vi agora o Mysterious Skin. É um filme interessante. Traça a trajetória de dois jovens que tiveram um ponto de encontro quando crianças, na casa dos oito anos, e cujas histórias vieram a se cruzar de novo apenas mais de dez anos depois, para o esclarecimento de dúvidas e lacunas que permeavam o passado de um deles.<br />
É curioso, quero saber o q B pretende discutir. Há um curioso paralelo com um dos personagens.<br />
Minha situação é bem mais suave, mas remanesce a questão dos lapsos de esquecimento, de uma certa assexualidade por anos a fio (será mesmo?), o temor ao lidar com mulheres, o sangramento no nariz.<br />
Veremos o que ele me dirá.<br />
Hasta!</p>
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		<title>Just a little unwell</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 01:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Medina</dc:creator>
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		<category><![CDATA[balanço da vida diária]]></category>
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		<description><![CDATA[1- Como eu me sinto agora:
A mesma sensação que me pegou durante a semana, na quinta. Pq? Observei um casal de namorados andando juntos, abraçados. Ele bem feio para ela.
Veio à minha mente, mais uma vez, que esse é um mundo assaz distante pra mim. Veio a dúvida sobre se um dia ele será meu, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=76&subd=obalanco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>1- Como eu me sinto agora:</p>
<p>A mesma sensação que me pegou durante a semana, na quinta. Pq? Observei um casal de namorados andando juntos, abraçados. Ele bem feio para ela.</p>
<p>Veio à minha mente, mais uma vez, que esse é um mundo assaz distante pra mim. Veio a dúvida sobre se um dia ele será meu, ou se eu a ele pertencerei. Tremi diante da possibilidade do não, mas também tremi ao pensar o tanto de coisa que eu preciso mudar e aprender a lidar, aprender a lidar com os outros, para chegar a tanto. Puxa, é muita coisa, é muita coisa a ser alterada, modificada, aprimorada. Eu sou bobo, bobo de tudo. Sou quase uma criança. Não presto atenção pras coisas, pros outros, muito menos pras meninas. Não tenho a menor percepção de como me portar. De como lidar com as intimidades. Me arrepia a ideia do quanto preciso fazer. Há tanto, tanto pela frente. Simplesmente preciso desenvolver um campo inteiro. E sinto que esse é o tempo de fazê-lo. Que eu preciso me tornar experimentado, embora eu questione o porquê de fazê-lo, já que não me parece tentador esse comportamento pegador.</p>
<p>Ontem disse pra D que a barreira que há entre as relações deles 3 comigo e de todos juntos precisa existir. As coisas que eles dizem calam fundo em mim. Me machucam. Me chocam. Me confundem. Me consternam. Não sei o que dizer, o que comentar, não é confortável. Nem sei como me portar, do que rir. Sou absolutamente falso e isso deve ser visível, exatamente o que eu não quero. Visibilidade dos problemas traz consigo dúvidas e perguntas. E nestas mora o problema. Eu disse: é um mundo que não me pertence. E saber dele, ter dimensão de como ele é, me incomoda profundamente. Simplesmente me incomoda. Não é que eu faça juízos de valor, que ache que eles deviam ser diferentes. É difícil explicar, talvez haja uma ponta de vergonha por não ter o que dizer realmente, talvez haja vergonha por reputar isso um assunto que não me diga respeito &#8211; mais até, um assunto que não devia ser debatido na frente de gente descalça &#8211; e assim eu me sinta -, tudo jungido a um tanto de pudicidade.</p>
<p>2- Como me sentia pela manhã:</p>
<p>Feliz, mas pesaroso.</p>
<p>Feliz porque D veio pra cá, passou uma temporada conosco. Ela nos diverte e dá liga pra casa, azeita a minha interação com R. Foi divertido e as coisas têm caminhado de volta para o status de ligação que havia antes. As barreiras que foram construídas vão caindo progressivamente e isso é muito positivo.</p>
<p>Feliz porque ela acentuou mais uma vez o quanto eu sou importante pra ela e pra L. Isso é gratificante e reconfortante, porque elas são muito importantes pra mim. Hoje, embora D me divirta muito, L é muito especial pra mim e uma semana longe dela nos trouxeram muitas saudades. Além de haver muita simpatia com ela, é nela que eu expresso o meu excesso de carinho, acumulado aqui desde muito tempo.</p>
<p>Feliz porque ela quer ouvir porque eu quero sair e como poderiam se organizar pra eu ficar. Isso é gratificante: revela que eu sou benquisto.</p>
<p>Feliz porque eu tenho administrado bem meus sentimentos. Ela me dá tesão, mas como AH também dá, nada mais. Ela está onita, em boa forma, é desejável. Devo ainda olhar de outra forma, mas não habita pedestais, não é a pessoa especial que já foi.</p>
<p>Triste, porque ela deixou claro que não há a menor chance de algo entre nós. Mas essa tristeza me fortalece: ela disse de uma forma que soou em mim como um quê de quem pode, de quem manda, como se estivesse se achando. Tanto que ela disse que infelizmente era o jeito dela, morder e assoprar e sabia que eu podia interpretar de uma forma diferente. Disse, então, a maior barbaridade de todas: reclamei que me incomodava não poder ser tão carinhoso quanto antes. Aí ela disse que pra ela também, mas, usando um exemplo tosco, disse que não podia ser diferente, porque se não seria como se B fizesse carinho em P, frisando que era tosco porque eu tinha bonsenso. Nossa, fiquei muito puto, isso entalou. Eu não sou P, nem me pareço de qualquer forma. E ela não pode me tratar assim. Ela não pode negar os avanços que eu tenho feito pra reduzir meu interesse por ela, pra administrar meus sentimentos. Eu estou quase superando essa estória toda! Estou a um passo disso! Ela não pode me tratar assim. E essa petulância toda? Onde já se viu, que absurdo! Eu nunca a tratei assim. E ela não admite que os pólos já foram diferentes. Eu devia ter me lembrado que dela ouvi uma vez que depois que as coisas ficaram fáceis ela perdeu o interesse. Devia ter internalizado isso pra aproveitar a onda dela. Pequei por não tê-lo feito, mas preciso passar adiante. E tenho passado. Falei com ela tudo o que eu disse pra me libertar de qualquer pretensão a ela, pra me livrar de remoer tudo. Acho que o fiz com competência. Acho que consegui. Ela devia tê-lo levado em conta. O fato é que ela está se sentindo demais. Está passando do ponto. Precisa de umas cortadas, precisa ser levada de volta ao seu lugar.</p>
<p>É nisso que eu devo trabalhar. Ser menos bom e mais neutro. Mais indiferente. Menos interessado. Sem querer tirar uma casca&#8230; Será isso?</p>
<p>De tudo, a conclusão de que:</p>
<p>1- preciso lidar com essa inércia e esse déficit histórico.</p>
<p>2- preciso tratar D com menos interesse e mais agressividade, pra que ela sinta a minha falta. Ela não pode dormir no meu quarto todos os dias mais.</p>
<p>3- preciso sair da convivência intensa deles. Meus ciúmes, minha inadequação não tolerarão o &#8220;modus operandi&#8221; deles. Talvez voltar, talvez mudar aqui mesmo. J e E podem ser uma opção barata e viável.</p>
<p>Uma nova semana desponta em algumas horas. Mais uma vez terei a chance de mudar, a cada dia, a cada hora. Posso criar o desejo de tudo alterar, posso transformar a ideia em ação. Tudo depende de mim. Eu preciso agir. Preciso ser o senhor da minha vida, o agente do meu futuro, do meu destino.</p>
<p>Preciso ser o capitão da minha alma. De novo e pra sempre.</p>
<p>Minhas lembranças num momento profundamente reflexivo,</p>
<p><em>Medina.</em></p>
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		<title>Exilado &#8211; II</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Medina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Profundamente tocado, vendo ali uma descrição precisa de muito do que me assalta, passei a noite reflexivo. E ao me sentir vergastado por adotar uma posição, embora tola e negadora do meu real desejo, aprofundei a sensação de inadequação para o dia seguinte.
Veiculei, então, reclamação para quem, supunha, fosse me compreender e prolongar a discussão, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=66&subd=obalanco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Profundamente tocado, vendo ali uma descrição precisa de muito do que me assalta, passei a noite reflexivo. E ao me sentir vergastado por adotar uma posição, embora tola e negadora do meu real desejo, aprofundei a sensação de inadequação para o dia seguinte.</p>
<p>Veiculei, então, reclamação para quem, supunha, fosse me compreender e prolongar a discussão, já que passara havia poucos dias por uma fase reflexiva. Usei os seguintes termos:</p>
<p>&#8220;<em>Sabe quando você se sente deslocado, transmudado, transplantado para um ambiente em que não há semelhança, não há sintonia, não há identidade com os outros? Quando todos parecem girar numa rotação diferente da sua, quando você parece ser o último dos seres, valorizando o que os demais desprezam, execram ou ironizam, a ponto de você questionar as próprias escolhas e se sentir inferior ou infantil, tolo ou imaturo? Sabe quando você está cansado e experimentado demais pra ter esperanças de que o mundo mude pro seu jeito? Quando você sente vontade de ser tragado pelo chão ou de sumir pra sempre, deixar tudo e todos pra trás, saturado de tanta inadequação? Quando você sente que o presente conduz inevitavelmente à perplexidade, porque o futuro faz cada vez menos sentido? Você sabe?</em></p>
<div><em>Benvinda ao meu mundo.</em>&#8220;</div>
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		<title>Exilado &#8211; I</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 20:14:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tudo começou com um texto de Luiz Felipe Pondé, para a Folha de S. Paulo de segunda-feira, 20 de julho de 2009.
Entitulado &#8220;Catherine&#8221;, em referência à personagem d&#8217;O morro dos ventos uivantes, o artigo discorreu sobre a alma romântica. Gostaria de transcrevê-lo, mas não o faço em respeito ao autor. Em síntese, descreveu como eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=63&subd=obalanco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Tudo começou com um texto de Luiz Felipe Pondé, para a Folha de S. Paulo de segunda-feira, 20 de julho de 2009.<br />
Entitulado &#8220;Catherine&#8221;, em referência à personagem d&#8217;O morro dos ventos uivantes, o artigo discorreu sobre a alma romântica. Gostaria de transcrevê-lo, mas não o faço em respeito ao autor. Em síntese, descreveu como eu me sinto.<br />
&#8220;<em>A alma romântica habitando um corpo moderno enfrentará o mundo devastado pela arrogância idiota dos modernos, pela objetividade morta da ciência, pelo niilismo do dinheiro, pela certeza cética da inutilidade da verdade. Em uma palavra, será uma exilada.</em>&#8220;<br />
&#8220;<em>Não esqueça, caro leitor, que o romântico não é propriamente um idiota nostálgico, o romântico é um sobrevivente, sente-se como uma espécie caçada, um mutante que já nasceu num habitat hostil.</em>&#8220;<br />
&#8220;<em>Quem se sabe desde o inicio derrotado, detém uma forma de poder invisível que o torna perigoso, justamente porque não combate pela vitória, mas sim porque sua natureza é não ter futuro.</em>&#8220;<br />
&#8220;<em>Resistir é nesta alma uma primeira natureza. Talvez combatam porque esta seja a natureza de quem já nasceu num mundo que não é seu ou porque não conheça outra forma de se comportar num mundo onde há muitas esperanças, mas não para eles. Todo cuidado é pouco diante de quem não tem nenhuma expectativa.</em>&#8220;<br />
&#8220;<em>O desafio para um romântico é aprender a lidar com suas sensações num mundo em que elas não significam nada. Mas, a chave é perceber que nos momentos em que elas se tornam incontroláveis, ele deve correr para a escuridão, porque românticos são animais da lua e não do sol, se alimentam da sombra.</em>&#8220;</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obalanco.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obalanco.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obalanco.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obalanco.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obalanco.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obalanco.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obalanco.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obalanco.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obalanco.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obalanco.wordpress.com/63/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=63&subd=obalanco&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Tenho desejos maiores</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 16:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Medina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É curioso o meu momento.
Houve o meu aniversário. D e A vieram. E foi muito difícil lidar com as duas. A veio com um papinho pra L de q me queria mas eu não dava bola e deu umas indiretas de ciúme&#8230;
Mas não quero falar sobre isso, relatar o que passou.
Só quero fixar no agora.
E [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=62&subd=obalanco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>É curioso o meu momento.<br />
Houve o meu aniversário. D e A vieram. E foi muito difícil lidar com as duas. A veio com um papinho pra L de q me queria mas eu não dava bola e deu umas indiretas de ciúme&#8230;<br />
Mas não quero falar sobre isso, relatar o que passou.<br />
Só quero fixar no agora.<br />
E o agora é um sentimento de que D mexe comigo, bastante. A desejo fortemente. Mas ela não dá mais brecha, não das que eu possa ver. Embora eu não esteja mais bobo, o que é ótimo, eu não consigo voltar ao desinteresse de antes. Talvez &#8211; e eu assim espero &#8211; que seja uma questão de tempo pra eu regressar àquele patamar. Mas enquanto eu não chego, é difícil, muito difícil. Talvez a culpa seja de toda essa carência acumulada. Não importa, o que importa é superar. Mesmo porque, depois da cirurgia, ela vai voltar com a auto-estima elevada, como bem predisse B. E se ela der vazão à lascívia acumulada sob os meus olhos, o que pode bem ocorrer, vai ser doloroso.<br />
Ah, queria ter um botão de liga-desliga na minha cabeça, uma penseira, e tirar isso daqui. Me livrar disso. Eu tenho tanto a crescer, não posso ficar parado aqui.<br />
Tenho desejos maiores,<br />
eu quero beijos intermináveis,<br />
até que os olhos mudem de cor.</p>
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		<title>Curiosidades numa madrugada</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 06:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Medina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É curioso pensar no frescor da madurga, no doce e confidente silêncio desta madrugada marcada por uma calma brisa.
É curioso constatar que esse frescor é o mesmo que eu sinto aqui ou no interior, ao contrário do sol, que já pensei ter sido essencialmente diferente entre cada um desses pontos. E é igualmente curioso pensar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=59&subd=obalanco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>É curioso pensar no frescor da madurga, no doce e confidente silêncio desta madrugada marcada por uma calma brisa.</p>
<p>É curioso constatar que esse frescor é o mesmo que eu sinto aqui ou no interior, ao contrário do sol, que já pensei ter sido essencialmente diferente entre cada um desses pontos. E é igualmente curioso pensar que isso me impele a querer voltar &#8211; ou a me fazer acreditar que o retorno será positivo &#8211; para me propiciar aproveitar outras madrugadas como essa, a la &#8220;bom vivant&#8221;.</p>
<p>É curioso pensar que eu ainda desejo e, mesmo face a suaves mas claras demonstrações de que eu não tenho chances de sucesso nessa empreitada, continuo a desejar.</p>
<p>É curioso perceber que essa persistência é fonte de culpa, raiva e insatisfação, comigo por persistir nalgo que parece com um erro e por ter perdido a chance quando eu tive, mas, em tênue intensidade, com a outra por não se submeter ao meu desígnio presente.</p>
<p>É curioso perceber que o meu silêncio e a minha meticulosidade ainda se mostram presentes e identificáveis para terceiros. E é igualmente curioso perceber o quanto me perturba os desdobramentos que a arte me mostra para a continuidade desse &#8220;standart&#8221; de conduta: um futuro parco, miserável no que toca a alegrias ou sucessos no campo mais frágil: os relacionamentos interpesssoais.</p>
<p>É curioso perceber e se preocupar com isso mesmo crendo ter a certeza de que eu já mudei, de que eu já  não sou aquele tipo puro, de que eu tenho consciência do problema e alguma disposição para superá-lo, ao menos com medo das consequências. A explicação não espanta: talvez eu me sinta mais próximo do tipo puro do que gostaria estar. Talvez ainda haja muito por mudar e superar. Talvez ainda haja muito o que aprender, satisfazer e expressar. E talvez a proximidade de um aniversário torne a marcar a percepção de que cada vez mais eu tenho menos tempo para tudo fazer, aprender e desenvolver.</p>
<p>Enfim, curiosas reflexões por conta do filme &#8220;A vida dos outros&#8221;, em que, infelizmente, dormi por metade.</p>
<p>Hasta!</p>
<p>C. Medina</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obalanco.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obalanco.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obalanco.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obalanco.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obalanco.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obalanco.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obalanco.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obalanco.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obalanco.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obalanco.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=59&subd=obalanco&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Mas, filhão,</title>
		<link>http://obalanco.wordpress.com/2009/07/01/mas-filhao/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 14:33:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Medina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[e não é que INÉRCIA perdeu os &#8220;is&#8221;?
       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=57&subd=obalanco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>e não é que INÉRCIA perdeu os &#8220;is&#8221;?</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/obalanco.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/obalanco.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/obalanco.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/obalanco.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/obalanco.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/obalanco.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/obalanco.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/obalanco.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/obalanco.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/obalanco.wordpress.com/57/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=57&subd=obalanco&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Sem o peso de mil palavras</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 03:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Medina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, falei.
Meu sentimento é um misto de orgulho e de alívio.
Já vinha planejando o discurso desde domingo e, tendo remoíodo e repassado desde então, estava já agoniado. Titubeei pra começar mas finalmente fiz a ligação. Houve um ou dois assuntos de isca (oferenda sempre marcando presença) e depois eu fiz o gancho dizendo que tinha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=obalanco.wordpress.com&blog=2528762&post=54&subd=obalanco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ah, falei.<br />
Meu sentimento é um misto de orgulho e de alívio.<br />
Já vinha planejando o discurso desde domingo e, tendo remoíodo e repassado desde então, estava já agoniado. Titubeei pra começar mas finalmente fiz a ligação. Houve um ou dois assuntos de isca (oferenda sempre marcando presença) e depois eu fiz o gancho dizendo que tinha ficado muita coisa sem falar. E ela disse que também tinha, que tinha ficado deprimida no final da tarde, porque tudo passara muito rápido e havia ainda muito a ser dito. Eu havia sentido o mesmo: ficara feliz na manhã do domingo mas triste já na tarde, porque percebera quão tosco eu havia sido e que grande oportunidade eu perdera para ajeitar as coisas.<br />
Ela havia começado uma carta, eu também havia pensado em fazê-lo, mas estava impaciente demais e temia enrolar cada vez mais as coisas.<br />
E então eu começei a falar. Demorei pra engatar, mas depois que acertei, a coisa fluiu bem e sozinha, com espontaneidade. Disse quando eu percebi que começara a gostar dela, com o específico sonho e que o sentimento daí decorrente tinha crescido até se tornar sufocante, priscilesco e destrutivo. Vi que a gente falava horas mas não se divertia, nem ria mais. E estava incomodado. Quando ela me recebeu mal &#8211; não fui tão direto &#8211; voltei chateado com ela, que poderia ter me dito que não queria que eu fosse, simplesmente &#8211; frisei que ela tinha liberdade para isso -, mas chateado comigo, por ter a certeza de que meu sentimento, que deveria ser uma evolução da amizade, colocara em risco exatamente isso, esse sentimento anterior e maior.<br />
Justifiquei com isso o afastamento: precisava passar a chateação com ela &#8211; que acabara com o pedido de desculpas &#8211; e precisava me organizar. A vinda dela tinha me mostrado que eu conseguira depurar todo o sentimento nocivo, exagerado, sufocante. Disse que ela ainda mexia comigo, e muito, que tomara minhas atenções na Trash, mas que eu conseguia administrar meus sentimentos e resguardar a nossa amizade, que era possível ela continuar, de um modo parecido como já foi. Por isso eu ficara tão feliz na manhã do domingo.<br />
E ela, em resposta, me disse que começara a perceber as coisas a partir do dia em que a Luiza e a Giovanna apareceram na casa da dela e a fizeram um monte de perguntas. Desde então ela ficou se ligando nas coisas, mas sem muita certeza. Daí ela começou a ligar pontos, a ouvir o que Luiza e Betinho diziam, e a recolher elementos mesmo de mim. Quanto aos nossos telefonemas gigantes, ela percebia que eram uma fuga dela, das obrigações dela, e que causavam culpa, além de &#8211; delicadamente &#8211; dizer que sentia algo próximo do sufocamento a que eu me referira.<br />
E eis que ela não estava confortável com a minha visita na sexta, e queria dizer toda a verdade, não jogar a culpa no cursinho. Mas achou que seria exagero e não o fez. Mas, estando acuada, se defendeu daquela forma, ficando distante. E achara que tinha corrido tudo bem. Mas veio meu silêncio. E ela contou para a Luiza o ocorrido, mas ela disse que era meu jeito, que eu não queria atrapalhá-la. Mas o silêncio persistiu e ela percebeu a merda que tinha feito, e disse ter sentido culpa.<br />
[Ela pensou, nesse interegno, em que medida o desprendimento dela não era mais fuga, medo de uma relação e de suas implicações, e a psicóloga dela pediu-lhe que apontasse razões concretas para ser assim. E afirmou que era difícil pra ela dizer os limites do sentimento - referindo-se ao meu gostar -, ao que eu concordei- não sei quando ela disse isso]<br />
Por isso estava ansiosa pela vinda, para saber como seria aqui, como eu a receberia. No silêncio prolongado que se seguiu, ela sentiu minha falta, percebeu que havia coisas que ela queria contar, mas não para os outros, só para mim, frisou que havia coisas que ela não queria contar para mim, que eu não aprovaria muito do que ela houvera feito nesse tempo, que ela não saberia como faria se não pudesse dormir aqui no meu quarto e conversasse comigo madrugada a dentro, como soía acontecer.<br />
E que ela havia ficado muito feliz com o resultado, com a percepção de que nós dois, em nossa amizade, podíamos seguir.</p>
<p>Tenho muito o que refletir sobre tudo isso. A coragem de dizer, o alívio decorrente, a fluidez.<br />
O fato dela haver ocultado que antes estivera a fim de mim. Isso me deixa preocupado com o caráter dela, que pode bem mentir em outros aspectos, embora eu concorde que é um campo tão íntimo que eu admito a mentira &#8211; ou omissão &#8211; com fins protetivos.<br />
A valorização da amizade por mim e por ela, o que traz como corolário um problema: meu ciúme, meu conhecido ciúme, que já deu mostras na trash.<br />
Tantos temas a pensar, tanto alívio no coração. Que sensação maravilhosa. Preciso registrá-la para as próximas ocasiões em que eu titubear ao pretender fazê-lo. Não há porque gestar e remoer se é possível libertar os pensamentos e sentimentos.<br />
Hasta!<br />
C. Medina</p>
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